Psicomotricidade Infantil

A Psicomotricidade Infantil é uma área fundamental do desenvolvimento da criança, pois integra corpo, movimento, emoção, cognição e relações sociais. Por meio do brincar, do movimento e das experiências corporais, a criança constrói sua percepção de si, do outro e do mundo, desenvolvendo habilidades essenciais para a aprendizagem, a autonomia e a comunicação.

O trabalho psicomotor respeita o ritmo e as particularidades de cada criança, valorizando suas potencialidades e promovendo um desenvolvimento global e harmonioso. As atividades são planejadas de forma lúdica e significativa, favorecendo o desenvolvimento da coordenação motora, do equilíbrio, da organização espacial e temporal, da atenção, da autorregulação emocional e da interação social.

Psicomotricidade e o trabalho com crianças autistas

No atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Psicomotricidade desempenha um papel especialmente importante. Muitas crianças autistas apresentam desafios relacionados ao planejamento motor, à integração sensorial, à consciência corporal, à comunicação e às interações sociais. A abordagem psicomotora oferece um espaço seguro e estruturado para que essas habilidades sejam desenvolvidas de forma respeitosa e individualizada.

Por meio do movimento, do jogo e da relação terapêutica, a Psicomotricidade auxilia a criança autista a ampliar sua capacidade de expressão, comunicação e vínculo, favorecendo a participação ativa nas atividades do dia a dia. O trabalho contribui para o desenvolvimento da autonomia, da autorregulação, da atenção compartilhada e da adaptação ao ambiente, sempre considerando as necessidades específicas de cada criança. Se apresenta como um meio facilitador do seu desenvolvimento, principalmente porque atua não só na criança de forma isolada, mas sim em conjunto, permitindo desenvolver uma gama de habilidades que no indivíduo TEA são limitadas.

Conforme Rosa Neto (2002), a psicomotricidade trabalha com: esquema corporal, lateralidade, orientação temporal, coordenação global, coordenação fina e óculo-manual. 

Segundo Melo e Santos (2018), a criança autista apresenta alterações no sistema nervoso central, logo seu desenvolvimento motor é atípico, muitas vezes descoordenado e insatisfatório. Levin (2001) acrescenta que a criança autista tem maior dificuldade em desenvolver as noções de tempo e espaço devido à dificuldade apresentada em decifrar os dados sensoriais recebidos. Desse modo, a psicomotricidade pode estimular o desenvolvimento por meio de brincadeiras lúdicas que promovam a interação, estimulem a criatividade e impulsionem o desenvolvimento motor. 

Em nossa clínica CEAC, o atendimento psicomotor é realizado de forma integrada, podendo atuar em conjunto com outras abordagens terapêuticas, com a família e com a escola, garantindo um cuidado acolhedor, ético e baseado nas melhores práticas para o desenvolvimento infantil. Pode ser realizado de forma individual ou em grupo, em um ambiente acolhedor e com materiais adequados e adaptados.

* SILVA, Fabio José Antonio et al. Contribuições da psicomotricidade para o desenvolvimento da criança autista. Peer Review, v. 5, n. 19, p. 476-488, 2023.

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Tatiana Jansen de Mello Nodari

Psicóloga Cognitivo-Comportamental
Pós-Graduada em Neuropsicologia
Pós-Graduada em Psicomotricidade
Mestre em Ensino nas Ciências da Saúde
Pós-Graduada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA)

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