Importância da estimulação das funções executivas na infância

As funções executivas são um conjunto de habilidades cognitivas responsáveis por organizar, planejar, controlar impulsos, manter a atenção e regular emoções e comportamentos. Elas funcionam como um “centro de comando” do cérebro, permitindo que a criança pense antes de agir, estabeleça metas, resolva problemas e se adapte a situações novas.
Durante a infância, essas habilidades ainda estão em desenvolvimento, principalmente porque a região do cérebro que as regula (o córtex pré-frontal) amadurece de forma gradual até a vida adulta. Por isso, a estimulação precoce é fundamental: quanto mais oportunidades a criança tiverem de exercitar essas funções, mais autonomia, autocontrole e sucesso acadêmico e social ela conquistará ao longo do tempo.

Importância da estimulação das funções executivas

• Atenção e memória de trabalho: ajudam a criança a acompanhar instruções, lembrar regras de jogos ou o que precisa levar para a escola.
• Controle inibitório: possibilita esperar a vez, lidar com frustrações e controlar impulsos.
• Flexibilidade cognitiva: favorece a capacidade de mudar de estratégia, encontrar diferentes soluções e se adaptar a mudanças.
• Planejamento e organização: contribui para o cumprimento de tarefas escolares, organização da rotina e desenvolvimento da independência.

A estimulação das funções executivas promove melhor rendimento escolar, relações sociais mais saudáveis e maior autorregulação emocional.

Como estimular no dia a dia

Pais e professores podem favorecer o desenvolvimento das funções executivas com atividades simples, sem necessidade de materiais sofisticados. Algumas sugestões:

1. Jogos e brincadeiras
• Esconde-esconde, memória, quebra-cabeças, jogos de tabuleiro: estimulam memória de trabalho, planejamento e atenção.
• Dança das cadeiras, estátua, “siga o mestre”: trabalham controle inibitório e autorregulação.
• Jogos de faz de conta: favorecem criatividade e flexibilidade cognitiva.

2. Rotina estruturada
• Criar quadros de rotina com imagens ou palavras para que a criança acompanhe as tarefas diárias.
• Incentivar que a própria criança marque o que já foi cumprido, promovendo organização e responsabilidade.

3. Atividades do cotidiano
• Cozinhar junto: seguir receitas ajuda no planejamento, sequência de passos e controle de impulsos.
• Organizar a mochila ou o quarto: desenvolve planejamento e categorização.
• Conversar sobre sentimentos e alternativas de solução: amplia o repertório de estratégias para lidar com frustrações.

4. Estratégias em sala de aula
•Dar instruções claras e curtas, uma de cada vez.
•Utilizar recursos visuais (cartazes, lembretes, agendas).
•Estimular metas pequenas e alcançáveis, celebrando conquistas.
•Promover atividades em grupo que incentivem a cooperação e a tomada de decisão conjunta.

As funções executivas podem ser estimuladas tanto em momentos de brincadeira quanto nas rotinas diárias. Pequenos gestos, como brincar de jogos que exigem esperar a vez ou convidar a criança a organizar seus materiais, já fortalecem habilidades essenciais para seu desenvolvimento.

 

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Renata Rolim Coelho

Psicóloga
Pós-Graduada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA)
Pós-Graduada em Psicopedagogia
Formação em protocolos especializados (VB-MAPP, ESDM e ABA para TEA)
Experiência em TEA e outros transtornos do neurodesenvolvimento

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